Todos os dias, as nuvens tomam cada uma a sua forma, fazem do céu um quadro repleto de vida, onde podemos cada um visualizar o que quisermos enxergar, uns podem ver nas nuvens como simples algodões gigantes e suaves, outros visualizam coelhos, elefantes. Outros sempre veem um homem narigudo, ou a representação de uma face humana. Nesse simples ato desatento em que analisamos as nuvens, podemos observar um pouco da capacidade que todos temos de interpretar a vida. Cada um de sua forma, mesmo a vida sendo sempre a “mesma”, as dificuldades diferem de um para o outro, uns estão desempregados, outros estão insatisfeitos mesmo muito tendo sempre falta algo. Outros poucos, vivem de uma felicidade que pouco oscila, sendo esses os considerados felizes . As dificuldades da vida não são iguais, pois cada um as enxerga de sua forma, mas como o céu em que as nuvens são as mesmas para todos, dependendo sempre da forma de como as interpretamos. A vida assim também é em sua essência natural, gira em torno dessa grandiosa maneira de variar em tudo, tudo ser completamente diferente, todos seres possuindo sua individualidade, suas características, mas todos por fim vivem a mesma vida. Não que eu viva a sua, ou você a minha. Mas estamos todos cercados uns pelos outros, passando cada um a viver não por inteiro, mas se somando e sendo somados uns pelos outros. Mas aturdidos por tantas as coisas que vivemos, tantas as preocupações que passamos, diante de tantos problemas que por vezes incalculáveis, estamos sempre à viver a vida nessa casualidade. Esquecemos as “vezes” de nós mesmos. Nos lembramos de nós quando a fome aperta, quando bate o sono, quando simplesmente há uma necessidade física. Assim que vistas por nós, buscamos suprir essas necessidades. Mas mesmo assim em verdade, não temos nos preocupado nem mesmo com a nossa saúde física, que interfere diretamente na nossa vida, no nosso modo de viver. Mas o pior que temos feito é esquecermos daquilo que não vemos, e por não vermos se torna mais difícil de se visualizar a profundeza de sua necessidade. Hoje os sentimentos são considerados como os efeitos da vida, os frutos que ela nos proporciona, quando deveriam ser considerados as sementes que plantamos, e por certeza colheremos num futuro não tão longe. O problema persiste por buscarmos sempre o meio mais fácil de se conseguir as coisas, não que devamos dificultar as coisas, pelo contrário devemos facilitar, mas esse facilitar não significa tentar viver uma vida sem preocupações ou sem comprometimento. É possível compreeder esse pensamento “de como se viver” não sendo um manual, seria retórico trazer uma linha a ser seguida, pois sabemos as diferentes “vidas” que possuímos, mas é possível trazer e buscarmos viver em um ideal que consolidado em nossos pensamentos num futuro será vivenciado, e qual seria esse ideal? Não há em si uma necessidade de citar o que buscar, pois intimamente possuímos uma bússola que nos guia, que nos mostra o norte a ser seguido. Bússola essa que vem de um resultado de milhares de anos na transcedencia das várias sociedades e culturas que formaram a nossa atual, formaram o que somos, por parte deixamos nos vencer como já disse pelo caminho mais cômodo e mais fácil de seguir. Mas intimamente mesmo nas raízes de uma sociedade que traga os valores mais capitalistas possíveis, mais materialistas possíveis, também temos ali enraizados os ensinamentos da vida, de quem veio não apenas nos mostrar , mas como exemplificar os caminhos que podemos seguir e , que se seguidos alcançaremos a vida tão desejada, a vida feliz. Os ensinamentos de nosso irmão mestre Jesus, como obra divina, não se limita a um tempo ou a um espaço, estado sempre ligados a tudo e a todos, bastando apenas que nós busquemos nos compreender e viver intimamente esses ensinamentos. Não sendo preciso se fixar a qualquer religião para ser alcançado a felicidade, nem muito menos se prender a rituais que pouco demonstram os verdadeiros sentimentos, mas unicamente será preciso que nos respeitemos uns aos outros, amemos uns aos outros como assim fez o Mestre e assim faz até hoje vivendo dentro de nós.

Viana Patricio

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